Das 7 de ouro do Brasil em Mundial paralímpico, 2 são de Gabriela Ferreira
Luciano Kishô Shakihama

Na primeira edição do Mundial de Jovens de Atletismo, o destaque do Brasil foi uma sul-mato-grossense. Trecho da matéria do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), publicada na segunda-feira (7), diz: “Entre as meninas, destaque para a atleta do Mato Grosso do Sul Gabriela Ferreira. A velocista e saltadora de 19 anos da classe T12 (baixa visão) conquistou três medalhas nas três provas que disputou: ouro nos 100m e nos 200m e prata no salto em distância.” Gabriela é integrante do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 56 atletas e nove atletas-guia de 10 modalidades.
Pelo Facebook, seu técnico Daniel Biscola, do Sesi-SP, comemorou o feito da sul-mato-grossense

E, a mãe da filha que estudou na escola Manoel Bonifácio da Cunha, no Jardim Tarumã, região sul de Campo Grande, estampou pela mesma rede social a conquista da para-atleta na Europa

O Brasil encerrou no domingo (6), a participação em Notwill, na Suíça. De acordo com o site do evento (nottwil2017), durante os quatro dias de competição, a delegação de 10 atletas conquistou 16 medalhas: sete de ouro, seis de prata e três de bronze. O resultado colocou o país em 6º lugar no quadro geral. Os Estados Unidos lideraram o quadro com 36 pódios: 18 de ouro, 8 de prata e 10 de bronze. O Irã ficou em segundo com 22 medalhas: 12 ouros, cinco pratas e cinco bronzes, seguido pelo Reino Unido com 20 pódios: 11 de ouro, quatro de prata e cinco de bronze.
No total, 275 atletas de 40 países participaram do inédito Mundial organizado pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês). Na competição, os atletas foram separados em duas categorias: de 14 a 17 anos e de 18 a 19 anos. De acordo com o CPB, o destaque no masculino foi o paulista de Matão Pablo Furlan, 17 anos, subiu ao pódio duas vezes: ouro nos 100m T13 e no salto em distância T13. Ele também tem baixa visão.

Para Ricardo Melo, coordenador de atletismo do CPB, o resultado foi muito positivo, já que, além das medalhas, cinco dos 10 atletas fizeram as melhores marcas de suas vidas. "A competição teve um nível técnico muito bom. Conseguimos ter boas provas e deu para ter uma noção bem clara de como nossos atletas estão em um cenário internacional em relação à idade deles. Aproveitamos, também, para fazer um paralelo em relação à seleção adulta. Com todas essas informações, podemos planejar nosso caminho até os Jogos Paralímpicos de Tóquio-2020", explicou o dirigente ao site do Comitê.
A delegação brasileira em Notwill foi formada com base na aproximação dos índices classificatórios para o Mundial Adulto da modalidade, disputado em Londres, em julho.
A equipe brasileira tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem. (Com CPB)














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