Capital tem público zero no ano; Corumbá, 6600 torcedores
O futebol de Campo Grande disputa o Sul-Mato-Grossense deste ano com quatro times. E, depois de quatro partidas com clubes da Capital de mandante, além de um jogo pela Copa do Brasil, o público total foi de 103 torcedores, fruto de uma única partida. Destes, foram 87 pagantes, o que gerou renda de R$ 710, segundo os organizadores.
Porém, União ABC e Operário, dia 24, jogaram no Ninho da Águia, em Rio Brilhante – 161 km ao sul da Capital.
Á espera da liberação do Ministério Público Estadual para que os jogos nos estádios de Campo Grande, Morenão e Jacques da Luz, possam receber os torcedores, quatro partidas foram disputadas pelo Sul-Mato-Grossense com os portões fechados.

O MPE-MS alega que as adequações nos setores reservados ao público, pedidas para serem feitas no estádio Morenão há pelo menos um ano, não foram atendidas no prazo. Com o imbróglio, os clubes e a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul já buscam como alternativa o estádio Jacques da Luz, nas Moreninhas. Reformado, e, segundo a prefeitura com toda a documentação em dia, o local também depende da liberação do Ministério Público.
Em um campeonato reconhecidamente deficitário, a renda, independente da quantia, aparece como uma das poucas fontes de verba para manter a equipe até o fim do Campeonato, com o fim previsto para abril.
Times que fazem o principal clássico sul-mato-grossense, Comercial e Operário se uniram e batem o pé para só jogarem o duelo quando os portões do estádio forem abertos ao público. Resultado: o Comerário, que já tinha sido adiado uma vez e estava previsto para domingo (4), não acontecerá por pedido dos dirigentes.
Pela Copa Verde, o Galo campo-grandense tem a estreia marcada para semana que vem (dia 7), no Morenão, diante do Cuiabá-MT.
O MPE não se manifesta publicamente sobre o assunto. E, dirigentes de Operário e Comercial não respondem aos contatos do Só Por Esportes.
Criado há sete anos, o Novoperário fez sua primeira partida em torneio nacional sem público. Na quarta-feira (31), perdeu por 3 a 2 do Salgueiro-PE, na estreia da Copa do Brasil, no Morenão.
Atual campeão, Corumbaense levou quase 7 mil torcedores em três jogos

Do lado oposto, a cidade de Corumbá – 425 km a leste de Campo Grande, monopoliza as atenções do futebol em Mato Grosso do Sul neste início de temporada. No Arthur Marinho, o Carijó Pantaneiro, levou 6682 torcedores ao estádio em três partida, de acordo com os borderôs da FFMS e da CBF.
No único jogo que realizou pelo Estadual deste ano, diante do Operário de Dourados, dia 17, foram 2976 torcedores, sendo 1976 pagantes, e renda de R$ 25070. Pela Copa Verde, na quarta (31), o público de 2170, renda de R$ 28880, assistiu o duelo com o Luverdense-MT. E, no mesmo torneio, pela fase preliminar, dia 21 de janeiro, foram 1536 torcedores às arquibancadas diante do Ceilândia-DF.
Na próxima quarta (7), o Carijó tem mais uma partida histórica. Joga na Copa do Brasil com o ASA-AL, em Corumbá. E, com torcida.
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