Brasileiro é eleito para presidente do Comitê Paralímpico Internacional
Andrew Parsons foi eleito na sexta (8), o terceiro presidente da história do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês). O ex-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro )CPB) foi escolhido na Assembleia Geral do IPC, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. O carioca substituirá britânico Philip Craven, que estava à frente da entidade máxima do paradesporto desde 2001.
Dirigente do CPB de 2009 a 2017, Andrew Parsons, 40 anos, recebeu 84 votos e assegurou a vitória em primeiro turno. A segunda mais votada foi a chinesa Haidi Zhang, com 47 votos. O dinamarquês John Petersson (19) e o canadense Patrick Jarvis (12) também concorreram.
Participaram da escolha as Associações do IPC (IPC memberships), grupo composto pelos Comitê Paralímpicos Nacionais (NPCs), Federações Internacionais, Organizações Internacionais de Esporte para Deficientes (IOSDs) e Organizações Regionais.

"Estou absolutamente satisfeito e não sei nem o que dizer. Gostaria de agradecer aos membros do IPC pela confiança. Durante a campanha acredito que expliquei o que planejo fazer como presidente do IPC, e os membros entenderam e deram-me seu suporte. Agora é hora de arregaçar as mangas da camisa e trabalhar duro com os membros e o Conselho Executivo. Vencer a eleição em primeiro turno mostra um apoio muito grande. Mostra que há confiança em mim e estou definitivamente satisfeito", disse Andrew.
Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Andrew Parsons nasceu em 10 de fevereiro de 1977. Além de dirigir o CPB por oito anos, foi vice-presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), membro do Conselho Executivo do IPC, da Comissão de Rádio e Televisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) e das Comissões da Coordenação dos Jogos de Tóquio-2020 e do Canal Olímpico, ambas do COI.
Parsons é acusado de usar dinheiro público da Lei Agnelo/Piva para viagens de luxo com a sua mulher, Marcela Frias Pimentel Parsons. De acordo com matéria do UOL, do começo do ano, as informações fazem parte de processo do Tribunal de Contas da União (TCU), que cobra devolução de R$ 2,2 milhões do dirigente e outras pessoas do CPB. Entre as viagens sob suspeitas, estão destinos como Grécia, Japão e Canadá.
Parsons nega a irregularidade e tem a possibilidade de reverter a cobrança. (Com CPB)















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