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Brasileiros começam a chegar para Jogos de Inverno

2 de fev. de 2018
3 min de leitura

O Brasil já está presente na casa das atletas dos Jogos Olímpicos de Inverno PyeongChang 2018, na Coreia do Sul. Isso porque a equipe de bobsled já ocupa a Vila Olímpica da montanha, onde parte da delegação brasileira ficará alojada durante os Jogos.

Esta é a primeira vez em que o bobsled do Brasil alcançou a vaga no 2-man, além de classificar o 4-man. Edson Bindilatti, em sua quarta participação nos Jogos, será o piloto dos dois trenós.

Além de Bindilatti, deram entrada na Vila Odirlei Pessoni, Rafael Souza, Edson Martins, o reserva Erick Vianna e a treinadora da equipe, a americana Shauna Rohbock.

Do dia 9 a 25 de fevereiro, a edição 2018 das olimpíadas de inverno terá o maior número de atletas na história do evento – 2.925, de 92 Comitês Olímpicos Nacionais. Entre eles, o baiano Edson Bindilatti, de 38 anos, rumo a sua quarta participação olímpica. Para o atleta, a emoção ao entrar na Vila de PyeongChang foi a mesma da estreia, em Salt Lake 2002, quando ainda não tinha a responsabilidade de pilotar o trenó.

“Parece que é a primeira vez que entro em uma Vila Olímpica, de tanta emoção. Chegar aqui é o que um atleta mais almeja e eu sei que sempre posso aprender coisas diferentes e evoluir. Estar em uma Olimpíada é uma sensação indescritível”, disse o piloto brasileiro, que já conhece a pista de PyeongChang. “Nós estivemos aqui em março do ano passado, na última etapa da Copa do Mundo, e isso é um fator muito positivo. Essa foi a primeira vez que tivemos a possibilidade de treinar antes em uma pista dos Jogos Olímpicos. Tirando a Coreia, temos o mesmo número de descida do que as principais equipes do mundo”, explicou o brasileiro.

Equipe brasileira posa com mascote dos Jogos de Inverno na Coreia do Sul - Christian Dawes/COB

Oriundo do decatlo, Edson fez parte da primeira equipe brasileira de bobsled em Jogos Olímpicos, em 2002. Depois participou também de Turim 2006 e Sochi 2014. “Eu passei por todas as etapas da evolução do bobsled no Brasil. Hoje já temos uma história na modalidade, com três participações olímpicas e estamos indo para a quarta. Antes o Brasil vinha apenas participar, hoje temos objetivos maiores. É uma modalidade que milésimos de segundo fazem a diferença, mas o time está bem preparado para alcançar uma boa colocação”, afirmou Bindilatti, que terá Edson Martins na equipe do 2-man.

Se Bindilatti chegou à sua quarta Vila Olímpica, o carioca Rafael Souza, de 21 anos, é um estreante. Oriundo do atletismo, Rafael foi descoberto em uma seletiva da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo. “Foi mágico chegar aqui. Quando desci do ônibus e botei o pé na Vila percebi que finalmente cheguei onde queria, ao lugar em que sempre sonhei estar”, disse o atleta, que não tinha muita ideia do que iria encontrar. “O pessoal tinha me explicado um pouco, mas só aqui que eu entendi. Tem salão de jogos, refeitório aberto 24 horas e sala de musculação. Estou achando tudo maravilhoso”, afirmou o novato.

O bobsled é uma das últimas modalidades a entrar em competição em PyeongChang. As provas do 2-man serão realizadas nos dias 18 e 19 e as do 4-man nos dias 23 e 24 (no horário de Brasília). Antes disso as equipes participam de várias sessões de treinamento e reconhecimento da pista.

Na noite desta sexta-feira (2), estava prevista a chegada de Michel Macedo, do esqui alpino, chegar a PyeongChang. Michel, de 19 anos, disputará seu primeiro Jogos Olímpicos de Inverno. Natural de Fortaleza e residente de Oregon (EUA), o brasileiro foi Top 15 nos Jogos Olímpicos da Juventude Lillehammer 2016, até hoje o melhor resultado brasileiro olímpico na modalidade. (Do COB)

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