Grêmio demite Espinosa e sei não se foi uma boa

Vai ter futebol, sim!
Achou que não, né?! Foi mal, esse lance de abrir seu próprio negócio (por favor sem trocadilhos horríveis de cunho malicioso), é missão árdua. Mas, o pontapé inicial foi dado, o blog segue por aqui, e estamos na área e a intenção é fincar raízes que nem político depois de eleito (ou mais ou menos isso). Claro, no nosso caso, de uma forma honesta. Até porquê, mala de dinheiro para nosotros é miragem...
Bem, ia até falar do Tite, que convocou o Brasil para os jogos com o Equador, dia 31, e a Colômbia, em 5 de setembro. As partidas valem pelas eliminatórias da Copa do ano que vem, na Rússia. A seleção já está classificada, então há chances do senhor Agenor promover uns testes e tal. Ou não. Posso desagradar muitos, mas as coletivas do ‘cara’ que reergueu o elenco da CBF são de uma vibração... é isso. Pessoal queria Vanderlei, do Santos, e Geromel, do Grêmio, mas como a maré é boa, Tite tira de letra essa marolinha.
De arrepiar mesmo foi o que deve ter rolado lá pelos lados de onde será o palco da partida com o Equador, no dia 31. Coincidentemente, onde Geromel segura a bronca na defesa gremista comandada pelo técnico Renato (assim como Tite e também Dunga) Gaúcho e amparada pelo coordenador Valdir Espinosa. Opa, este último foi-se ontem.
“Fui mandado embora. Houve uma série de coisas. Espero que a direção diga a verdade”, disse o técnico campeão Mundial pelo clube em 1983, nesta quinta (10) no Centro de Treinamento do Grêmio, em Porto Alegre. Foi de chorar, literalmente.
Uma coisa é o Flamengo demitir o Zé Ricardo e ir em busca do Zé Rueda. O Rubro-Negro é top-5 do Brasileirão mas está longe de convencer a exigente nação e os especialistas.
Outra, muito diferente, é demitir o coordenador de um elenco que está entre os oito melhores da Libertadores, semifinalista da Copa do Brasil e, hoje, o único capaz de ameaçar o hepta da Série A do Corinthians.
E, tudo isso, em alta com a torcida e com o aval dos especialistas. Muitos deles, afirmam que Espinosa é o responsável pela parte tática do futebol mais vistoso do país, hoje (o mais eficiente, óbvio, é do Timão), e Renato Gaúcho fica com a parte do coração, da motivação, daquele parte que o boleiro mais entende antes de entrar no campo e dar conta do recado.
Espinosa, que talvez os mais novos não saibam, é uma pessoa que nem precisa provar mais nada no futebol tupiniquim. E, talvez por isso, achei demais a sua emoção. Coisa de quem faz a coisa porque gosta. Coisa rara nos dias de hoje.
Leia aí mais declarações da coletiva trilegal ou triste mesmo do agora ex-funcionário do Grêmio.
“Essas lágrimas não são de tristeza, serão de alegria. Não tenho a posição do presidente. Tenho um carinho e um respeito por ele. O comunicado foi feito pelo Odorico (Roman, vice de futebol). Não sei se é trairagem ou burrice”
“Com o Grêmio, nenhuma. Com a direção, exceto o presidente (Romildo Bolzan), decepção total”
“Não vai gerar nenhuma influência negativa (sobre o elenco). Esta tristeza será a alegria de amanhã. Com os jogadores que eu conversei, disse que o meu sonho era o de vocês. Não poderei colocar um grão aqui, mas estarei gritando na arquibancada.”
Para mim, azar do Grêmio. E, se o seu Valdir, com os seus 69 anos, ainda quiser mexer com esse negócio de futebol, é um nome de respeito para qualquer clube.
Abraço
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